Amigos Imaginários

Photo by Nathan Dumlao on Unsplash

The School of Life, o livro, vai desagradar muita gente. Tende a incomodar todos os fãs da auto-ajuda escrita neste lado do Atlântico. Daquela coisa tipo fazer amigos e influenciar pessoas, x hábitos de pessoas muito fodonas, e por falar em f0d@ – foda-se!

Alain de Botton, na apresentação do livro, diz que “toda a categoria auto-ajuda se tornou sinônimo de sentimentalismo, idiotia e charlatanismo” (hucksterism – traduzi enviesado). “O veredito não é de todo injusto”, conclui.

Saca aquela/e amiga/o que fala o que você não quer mas precisa ouvir? Essa é a pegada do Alain e sua Escola. É duro. É necessário.

Lá no final do livro, quando você já está devidamente amaciado, ganha um brinde. Pô, lá vem o cara com spoiler?!? Vou! É pouco mais de meio parágrafo:

o que procuramos na amizade não é necessariamente alguém que possamos tocar e ver à nossa frente, mas uma pessoa que compartilha e pode nos ajudar a desenvolver nossa sensibilidade e valores, alguém a quem podemos recorrer na certeza de encontrar um sinal de que eles também sentem o que sentimos, que são atraídos, entretidos e repelidos por coisas semelhantes.

The School of Life, p. 285

Sabe onde estão as/os amigas/os que compartilham nossos valores e gostos, podem nos ajudar a crescer e estão disponíveis 24/7?

Em nossos livros, filmes e discos.

O pitaco é livre e gratuito:

Seu email não será publicado nem mal utilizado, podes crer.

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Sobre

junkyage s.f. última era do  antropoceno. Última no sentido de recente, corrente. Última no sentido de derradeira, saideira?

* (asterisco) s.m. 1. curinga, substituto. 2. representação lo-fi de uma flor.

Junkyage* blog à moda antiga sobre coisas que merecem ser vistas ou revistas antes que a gente foda com tudo.

Exemplos

Curador Amador

Nando Vasconcellos, cidadão de meia idade e vida inteira de amador numa cidadezinha do interior que não é Bacurau. Que pena!

Cura é copia & cola com zelo, na unha, sem algoritmos. Crio com retalhos dos outros. Algumas partes e relações são óbvias. Este todo* não surgiria em nenhum outro lugar. Nem se bilhões de macacos tentassem por dez mil anos.